No dia 14 de janeiro de 2026, em reunião online ocorrida às 19h, iniciamos as atividades de planejamento do projeto de extensão em divulgação científica em direitos sexuais e reprodutivos.
O Projeto inicia 2026 com uma proposta estruturada em duas grandes etapas: um período de planejamento, entre janeiro e abril, voltado ao Mapeamento, organização das ações, escuta da rede de parcerias e preparação dos materiais, seguido de atividades de extensão em rede, de maio a dezembro, com comunicações online, eventos e ações de divulgação científica.
A estratégia central do projeto é fortalecer o conhecimento e o acesso à informação sobre direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos fundamentais, a partir de uma atuação articulada com universidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil e pesquisadoras(es).
As ações se concentram no mapeamento e na divulgação de temas como integridade corporal e privacidade, direito à informação e à tomada de decisões informadas, saúde sexual e reprodutiva, identidade, dignidade e autonomia, igualdade e não discriminação, educação em sexualidade inclusiva, convivência familiar e comunitária, relações livres de violência e o dever do Estado na promoção e proteção desses direitos.
A Professora Doutora Grazielly Alessandra Baggenstoss divulga os critérios de avaliação e o Resultado do processo seletivo para uma vaga de bolsa de extensão, no âmbito do projeto “Divulgação científica em direitos sexuais e reprodutivos”, cadastrado no SIGPEX sob n. 202516422 e amparado pelo Edital nº 8/2025/PROEX.
DA AVALIAÇÃO
Conforme edital de convocação, os critérios específicos utilizados para avaliação a análise do histórico acadêmico e do currículo e avaliação do perfil e das respostas do formulário, do seguinte modo:
1. Análise do histórico acadêmico e do currículo
Neste eixo foram considerados:
a) Vínculo institucional e trajetória acadêmica: Foram valorizadas candidaturas que já possuem trajetória vinculada à área de gênero, direitos humanos e direitos sexuais e reprodutivos, especialmente aquelas que já atuaram em projetos, disciplinas ou grupos de pesquisa relacionados à temática, com destaque para experiências sob coordenação da Profa. Dra. Grazielly Baggenstoss. Esse critério permitiu avaliar acontinuidade formativa, a familiaridade com a linha de pesquisa do projeto e a capacidade de integração imediata às atividades.
b) Fase do curso de graduação: A fase do curso foi considerada como elemento estratégico de formação. Foram priorizadas candidaturas que apresentassem a possibilidade de permanecer no projeto durante toda a sua duração.
c) Experiências acadêmicas e extensionistas anteriores: Foram avaliadas as experiências declaradas em pesquisa, extensão, ensino, produção de conteúdo, comunicação científica e atuação em projetos institucionais, considerando seu grau de pertinência para as atividades previstas no projeto.
2. Avaliação do perfil e das respostas ao formulário
Neste eixo foram analisadas as respostas às questões abertas do formulário, considerando:
a) Aderência ao projeto: Observou-se se a(o) candidata(o) compreende os objetivos do projeto e sua vinculação à divulgação científica em direitos sexuais e reprodutivos, bem como sua inserção no campo dos estudos de gênero, direitos humanos e políticas públicas.
b) Aderência epistemológica e teórica: Foi avaliado o grau de familiaridade com abordagens críticas sobre gênero, corpo, sexualidade, poder e direito, em especial aquelas alinhadas a perspectivas feministas, críticas e pós-estruturalistas que fundamentam a linha do projeto.
c) Clareza, argumentação e capacidade de comunicação: Foram considerados a organização do texto, a clareza das ideias, a capacidade de explicar conceitos e de comunicar temas complexos de forma acessível, aspecto central para um projeto de divulgação científica.
d) Compromisso extensionista e responsabilidade institucional: Analisou-se a forma como a(o) candidata(o) se posiciona em relação a prazos, orientações, trabalho em equipe, uso de recursos públicos e compromisso com as atividades do projeto.
e) Potencial formativo: Foi considerado o quanto a experiência no projeto pode contribuir para o desenvolvimento acadêmico, profissional e cidadã(o) da(o) estudante, e, ao mesmo tempo, o quanto a(o) candidata(o) apresenta condições de aproveitar esse conhecimento a partir de sua própria historicidade e sua formação profissional.
DO RESULTADO
Matrícula
Curso
Nota
Status
1
23202581
Direito
95
Convocação imediata
2
23205278
Direito
93
Cadastro de reserva
3
25101451
Educação Física
92
Cadastro de reserva
4
22215259
Direito
90
Cadastro de reserva
5
21200170
Direito
89
Cadastro de reserva
6
23200568
Direito
87
Cadastro de reserva
7
22100189
Direito
85
Cadastro de reserva
8
23205753
Direito
84
Cadastro de reserva
9
24100155
Direito
82
Cadastro de reserva
10
25202313
Direito
80
Cadastro de reserva
11
20204374
Direito
78
Cadastro de reserva
12
22250461
Direito
76
Cadastro de reserva
13
24203360
Design
74
Cadastro de reserva
14
23150171
Direito
72
Cadastro de reserva
15
23102376
Direito
70
Cadastro de reserva
16
47104786
Direito
68
Cadastro de reserva
17
25102307
Direito
67
Cadastro de reserva
18
24200677
Direito
66
Cadastro de reserva
19
25250788
Letras
–
Inscrição intempestiva
Conforme disposto no edital, dispensa-se a etapa de entrevistas no presente processo seletivo em razão da suficiência e robustez dos elementos documentais e textuais apresentados pelas candidaturas, que permitiram a realização de uma avaliação completa, comparativa e tecnicamente adequada.
Florianópolis (SC), 12 de janeiro de 2026.
Profa Dra Grazielly Baggenstoss
Coordenadora do Projeto Divulgação Científica de Direitos Sexuais e Reprodutivos
Para janeiro de 2026 e os meses subsequentes, diversas revistas acadêmicas nacionais e internacionais mantêm chamadas abertas com foco em gênero, decolonialidade e humanidades. Confira as oportunidades com prazos vigentes:
Brasil: Dossiês Temáticos de Gênero e Decolonialidade
Revista Re-UNIR (UNIR): Mantém aberta até 30 de janeiro de 2026 a chamada para o dossiê “Mulheres em perspectivas: revisitando as páginas da colonização”, focada em revisões históricas e literárias sob ótica decolonial.
Revista InterAção (UFSM): Recebe submissões para o dossiê focado em literatura negra, feminismo negro e decolonialidade, com chamadas ativas para o ciclo de 2026.
Revista Letras (UFSM): Aberta até 20 de janeiro de 2026 para o dossiê “Perspectivas críticas para os estudos dos Quadrinhos”, que aceita abordagens sobre identidades e representação.
Revista V!RUS (IAU-USP): Chamada para a 26ª edição focada no “Debate Decolonial”, visando reunir artigos que questionem a hegemonia da modernidade norte-atlântica.
Revista Estudos Internacionais (PUC Minas): Recebe textos completos até 31 de janeiro de 2026 para o dossiê “Dissidências à matriz colonial de sexo e gênero”.
Revista O Público e o Privado (UECE): Recebe propostas de dossiês temáticos para publicação em 2026 (semestres 1 e 2).
Oportunidades Internacionais (Prazos 2026)
Gender, Work & Organization (Wiley): Chamada especial aberta com prazo final de submissão em 30 de setembro de 2026.
Gender & Society (Sage Journals): Aberta para o dossiê “Global Fault Lines: Gender, Religion, and Nationalism”, com manuscritos completos aceitos até 11 de abril de 2026.
Humanities and Social Sciences Communications (Springer Nature): Chamada para a coleção “Gender Economics”, aberta até 28 de fevereiro de 2026, abrangendo normas culturais e estereótipos de gênero.
AXA Research Lab on Gender Equality: Submissões abertas para edição especial com prazo até 31 de janeiro de 2026.
Eventos e Chamadas Permanentes
WCSS 2026 (IAFOR): Chamada para resumos de conferência sobre ciências sociais aberta até 16 de janeiro de 2026.
8th Global Conference on Women’s Studies: Submissão de resumos aberta até 10 de março de 2026.
Vira-Tempo Editora: Mantém chamada permanente para contos, crônicas e poesias com temática de gênero.